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Saiba mais sobre o projeto de revitalização do local que remete à preservação de fatos históricos de nosso povo e cidade 

O Nova Olaria faz parte do cenário cultural da cidade. Foi abraçado pelo público na sua implantação. Hoje, ganha debate a repaginação do local, gerando questionamentos sobre seu novo formato e adequação.  Aqui, comentamos a entrevista do Matinal Jornalismo, assinada por Luiz Felipe dos Santos, em um bate-papo com pai e filho, arquitetos que estão à frente do escritório que projetou o Nova Olaria nos anos 1990. Aqui eles falam de passado e futuro do espaço, preservado pela história e tradição que simbolizam. 

Nos anos 90, a Capital ganhou um novo espaço cultural e de entretenimento com o Nova Olaria, que abria suas portas na Cidade Baixa, revigorando o bairro e reunindo um público expressivo, sedento por novidades. A oportunidade de transformar o local em um polo de atração se deu pelo olhar e pelas mãos do escritório Moojen Marques Arquitetos Associados, na época sob a tutela de seu fundador, Moacyr, que agregou seu nome a diversos projetos que reeditaram o rosto da cidade, a partir de um novo Plano Diretor por ele desenhado.

Foi dele e de seu filho Sérgio, ao seu lado à frente do escritório, a ideia de agregar valor ao bairro e à Capital, dando vida e cor ao local, criando ali um centro comercial a céu aberto, denominado “Open Mall”, modelo que vinha sendo considerado sucesso nos Estados Unidos, com peculiaridades únicas.

Talvez o que muitos não saibam é que o Nova Olaria, antigamente era ocupada por galpões degradados. Nos anos 1.800, João José de Oliveira Guimarães era o proprietário de uma chácara, que se estendia do Campo da Redenção, passando pela Rua da República e seguindo até a Sarmento Leite. Ali, eram fabricados tijolos, telhas e utensílios de cerâmica.  Local que passou carinhosamente a ser chamado pelos moradores como a Rua da Olaria. Hoje, Rua Lima e Silva como todos nós a conhecemos.

Nas mãos depois do Montepio dos Funcionários do Município de Porto Alegre, embora com necessidades de obter resultados com a aquisição, a ideia de preservar história e tradição falou alto na visão dos arquitetos, repassada aos seus novos proprietários.

A partir daí surgiu o novo conceito, formato e vocação do Nova Olaria, resgatando um espaço aberto, em contato direto com a rua, mesinhas na calçada. Surgiram cafés, restaurantes, bares, o famoso cinema Guion, transformado depois em Ponto de Cinema, além da tradicional livraria Bamboletras, ímpar no segmento em que atua, entre outros referenciais, preservando, acima de tudo, algumas de suas características originais.  

O passado, idealização e construção da Nova Olaria são narrados em duas edições (09 e 16 de julho) na entrevista do Matinal Jornalismo (www.matinaljornalismo.com.br) assinada pelo jornalista Luiz Felipe dos Santos com Sérgio Marques e seu filho Lucas Marques. Vale a pena navegar pelo site e conhecer um pouco mais desta história, que também projeta agora o futuro do Nova Olaria, na visão dos arquitetos que pontuaram e continuam a contribuir para a sua revitalização, a fim de que seus diferenciais ganhem perenidade e continuem a atrair um público focado em arte, cultura, gastronomia e bem viver. Um público que soma esforços na construção de uma cidade que oferta acima de tudo qualidade de vida e bem-estar aos seus cidadãos.   

Sérgio pontua: “Quando surgiu a oportunidade desse projeto, fui consultado para saber se estava de acordo, tem direitos autorais, etc. Participei de uma reunião com o Epahc (Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural), porque o Nova Olaria é listado pelo patrimônio histórico como bem de estruturação — talvez o mais jovem de Porto Alegre, junto ao Museu Iberê Camargo. Naquele momento, estivemos de acordo que o Nova Olaria não é um bem para virar um museu. A própria ideia dele é a da revitalização. O projeto propôs pegar edificações sem valor existente e transformar em algo que fazia sentido. E o estudo também previa o aproveitamento de potencial construtivo”.

Lucas igualmente avalia, na entrevista, a importância da qualidade do empreendimento, bem como da presença de um arquiteto no quadro do Montepio, o que ajudou a consolidar a ideia que começava a ganhar corpo, na época de sua idealização. Segundo ele, a rua interna, mantida no interior do Nova Olaria foi um símbolo muito importante. “É uma extensão do espaço público. A oportunidade que este projeto cria, então, é de fato revitalizar o Nova Olaria, adicionar novos programas ao complexo, mas ao mesmo tempo com respeito muito grande à característica fundamental do patrimônio que é a utilização como espaço aberto de extensão de rua. Esta característica não se perde de nenhuma forma, vem como elemento essencial desde o começo” reitera.

Leia mais e saiba os detalhes que transformaram o Nova Olaria em referência cultural, gastronômica e de lazer no cenário gaúcho.

Entrevista https://www.matinaljornalismo.com.br/categoria/parentese/entrevista/

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